Os mais bem cotados restaurantes de Nova Iorque

De Redação Mahogany
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Nova Iorque é uma das capitais mundiais da gastronomia. Seus cerca de 46 mil restaurantes oferecem muito mais que a popular comida americana. A prova maior de que a Big Apple chegou ao topo do universo gastronômico, levando-se em consideração os rankings, veio em 5 de abril, quando o nova-iorquino Eleven Madison Park foi eleito o melhor restaurante do mundo, segundo o ranking 50 Best 2017. Ele ocupava o terceiro lugar da lista no ano passado, além de já ser um 3 estrelas pelo Guia Michelin e 4 estrelas pelo jornal The New York Times.

Mas, vale aqui um alerta. Comer bem não significa apenas sentar-se em restaurantes luxuosos com bela louça, atendimento impecável e iguarias sofisticadas. Tem comfort food (comida caseira) de casas muito bem cotadas que desmontam até os mais chatos dos críticos gastronômicos. Reunimos abaixo alguns destinos diversificados e imperdíveis para você incluir no seu roteiro das delícias de New York. Todos eles, muito bem cotados pelas revistas, jornais e autoridades na arte de comer.

ELEVEN MADISON PARK

De gastronomia contemporânea, a casa pertencente ao chef suíço Daniel Humm, que começou na cozinha aos 14 anos e mudou-se para os Estados Unidos em 2003, deixou para trás o italiano Osteria Francescana, do chef Massimo Bottura, em Modena, vencedor em 2016 e vice-líder na edição recém-anunciada.

Considerada singular e impecável, a casa eleita a número 1 do mundo deu início, em 11 de abril, a um menu exclusivo em 11 tempos e três horas de duração. Ele é composto por alguns dos pratos mais significativos de seus últimos 11 anos de história. Os paladares apreciadores da alta gastronomia podem vivenciar essa experiência até 9 de junho. Tanto no almoço quanto no jantar, esse menu tem preço fixo de US$ 295 por pessoa, sem contar bebidas e taxas.

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Como gosta de dizer o chef, ele valoriza sempre a história, a cultura e os ingredientes locais e sazonais.

Eleven Madison Park –  Metropolitan Life North Building, 11 Madison Ave, New York.

LE COUCOU

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Como dizem os nova-iorquinos, trata-se de um restaurante francês old school (leia-se clássico), o que não significa desatualizado. Pelo contrário, suas caçarolas são comandadas pelo respeitado chef americano Daniel Rose, que fez sua história na França, onde teve dois restaurantes em Paris (Spring e La Bourse et La Vie). Isso até ele resolver retornar para os Estados Unidos e abrir o Le Coucou em Nova York, em parceria com o famoso restaurateur Stephen Starr.

Para quem gosta de pato, dizem que o Canard et fruits é imperdível. Leva peito de pato, foie gras, amêndoas, azeitonas e pequeninas laranjas japonesas kinkan.

Le Coucou -138 Lafayette St, New York.

LILIA

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Prepare-se para ir até o Brooklyn, pois é lá que fica um dos melhores restaurantes da Big Apple para se comer massa. Dizem, inclusive, que se não estiver na Itália, você precisa ir até o Lilia para se deliciar com uma de suas pastas artesanais feitas na hora. Trata-se, literalmente, de um pedaço do país da bota em Williamsburg.

O restaurante caiu na graça dos foodies e críticos gastronômicos por preparar massas frescas adoradas, assar peixes da temporada no forno a lenha e servir alguns dos melhores coquetéis italianos da cidade. Recomenda-se visitar durante o jantar e vivenciar toda uma experiência muito além de Manhattan.

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A estrela das caçarolas é Missy Robbins, chef e proprietária. Dizem que, além de talentosa, ela tem alma italiana. Habilidade muito bem desenvolvida durante seus cinco anos como chef-executiva do Spiaggia, em Chicago. Em 2010, logo após retornar a Nova Iorque, foi premiada com uma das chefs revelação.

Lilia – 567 Union Avenue Corner of North 10, Brooklyn, NYC.

Mr. Donahue´s

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Um lugar na Big Apple onde, sim, é possível ser feliz com pratos de US$ 19,99. Dentre eles, a indicação vai para a carne assada preparada à moda antiga, o imperdível rosbife ou o bolo de carne com molho imperdível. A dica, acredite, é do The New York Times, cujos críticos adoram almoçar nessa casa do centro com clima nostálgico e Frank Sinatra na caixa de som.

Além de acessível, o restaurante oferece pratos com dois acompanhamentos a sua escolha. Como não aceita reservas e seu espaço não é dos maiores, ele enche fácil. Se não tiver tempo para esperar por uma mesa, vá no balcão mesmo. Para se sentir em décadas passadas.

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O restaurante de clima contemplativo, quase melancólico, é considerado o lugar mais agradável para comer bem no centro. E sem deixar a carteira toda.

Mr. Donahue´s – 203 Mott Street (entre a Spring e a Kenmare), NoLita.

Le Coq Rico’s

Se você gosta de frango e aves em geral, você precisa ir, urgentemente, ao Le Coq Rico´s, um dos mais indicados restaurantes de Nova Iorque de 2016 e 2017. Definido como “bistrô avícola”, há críticos que chegaram a escrever que ele é “carnalmente mais prazeroso que uma churrascaria”. No comando, o chef Antoine Westermann, da Alsácia, leste da França. Ele carrega nada menos que três estrelas do guia Michelin.

Sua primeira casa, de mesmo nome, operava em Montmartre, em Paris. Para felicidade dos nova-iorquinos, hoje essa cozinha especializada em aves é da Big Apple.

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O prato estrela da casa chama-se “rotisserie chicken” (foto acima), tão suculento que o chef costuma explicar seu segredo. O frango vem de fazendeiros que trabalham com raças especiais e engorda prolongada, diferente da média habitual. O prato é, de longe, o mais elogiado pela profundidade de sabor. Há outras opções no menu, é verdade, mas uma vez em Nova York, vale experimentar o best-seller do Le Coq Rico´s.

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Não deixe também de experimentar as lindas e apetitosas sobremesas como esse leve merengue acima, todo mergulhado em creme inglês e praliné vermelho.

Le Coq Rico´s – 30 E 20th St, entre a Park Ave e a 5th Ave, NYC.

Agern Restaurant 

Cozinha nórdica em Nova Iorque, why not? Instalado no Grand Central Terminal, esse restaurante-bar localiza-se entre o Vanderbilt Hall e a entrada da passagem sudoeste da rua 42. O menu é assinado pelo chef Gunnar Gíslason, da Islândia. Elogios ao fato dele usar ingredientes selvagens cultivados pelo Estado de Nova York. Depois de adquiridos com produtores menores, eles são expostos a técnicas que apresentam ao paladar o melhor da cozinha nórdica.

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Uma dica? Além de almoçar ou jantar lá, com experiências como a chamada “terra e mar” por US$ 180 no jantar ou opções à la carte, considere tomar um belíssimo café da manhã. Por US$ 36, uma fartura cheia de ingredientes orgânicos, ovos, sucos e muitos pães e bolos que saem quentinhos da padaria do chef.

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Agern Restaurant – 89 East 42nd street, NYC.

Aska

Se você tiver apetite para novas culturas, vale se dar de presente uma visita ao Aska e a proposta de levar seu paladar a um passeio pela culinária da Escandinávia. Mas, atenção, não é mais um da onda de restaurantes nórdicos que tomou conta de Nova Iorque. Esse é especial a ponto de ter conquistado a maioria dos críticos da cidade. Difícil ouvir quem fale mal.

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Inicie sua visita pelo The Edda Bar, que fica dentro do ambiente do Aska. Lá você pdoe beber cervejas artesanais ou pedir um drink especial ao time de mixologistas enquanto aprecia, a partir do jardim da casa, o céu do Brooklyn.

A casa tem vários ambientes. Em um deles, você pode beliscar petiscos de ervas e degustar pratos a partir de US$ 16. Na cobertura, por sua vez, há um menu-degustação com 19 pratos (sim, você leu certo!) por US$ 215. Uma noite diferente, definitivamente. Dentre as iguarias, tem até pombo selvagem importado da Escócia.

O chef Fredrik Berselius, como era de se esperar, carrega estrela Michelin.

Dois avisos importantes para quando visitar a casa: é obrigatório fazer reserva e é proibido dar gorjeta. Como eles explicam, “aska is a non-tipping restaurant”. Ou seja, o valor que vier na conta é integra e inclui toda experiência, incluindo o serviço.

Aska – 47th South 5th Street, Brooklyn, NY.


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