Um passeio pelos mais belos parques e jardins botânicos do mundo

De Redação Mahogany

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“A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes”, escreveu o escritor libanês Khalil Gibran (1883 – 1931). Sua frase revela a força da mãe natureza para resguardar suas maiores belezas. Podem passar anos, décadas e até séculos, mas a flora se mostra mais forte que as tragédias e revela riquezas que podem ser apreciadas, dependendo do lugar, apenas alguns dias do ano.

Há, inclusive, uma disputa hoje em relação ao título de maior parque de flores do mundo. Embora a Holanda reivindique esse título a si, Dubai com toda sua ostentação e riqueza garante deter o endereço mais gigantesco do planeta terra. Para não tirar a razão de um e nem de outro, vale dizer que no endereço holandês o visitante mergulha em um cenário dominado por tulipas. Já em Dubai, o que se vê é um mega jardim construído em meio ao deserto.

Cada qual com suas peculiaridades e seus encantos. Todos os parques e jardins botânicos abaixo listados valem, pelo menos, um dia de visita:

Keukenhoff, Holanda

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O deslumbrante florescer das tulipas do Keukenhoff

O Keukenhoff, na Holanda, é considerado o maior jardim de flores do mundo. O lugar que data do século XV é uma vitrine para o setor mundial de floricultura. Aos visitantes, a informação mais importante: além da beleza deslumbrante desse parque florido situado a cerca de 30 minutos da capital Amsterdã,  ele abre apenas na primavera. Ou seja, por um curtíssimo período do ano.

Na primavera 2017, por exemplo, os mais de 7 milhões de bulbos em flor, com um total de 800 variedades de tulipas, podem ser apreciados apenas de 23 de março a 21 de maio. Nenhum dia a mais para vivenciar essa experiência única.

Além dos espaçosos 320 mil metros quadrados de flores, o visitante pode trilhar por jardins que, pasmem, foram esculpidos pela própria natureza, embora tenham cara de obra de arte. Custa 16 euros ingressar nesse sonho holandês rodeado por tulipas. Ele oferece Wi-Fi em todos os seus pontos e ainda aceita cachorros.

Montreal Botanical Garden, Canadá

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O surpreendente Montreal Botanical Garden, no Canadá

O Jardim Botânico de Montreal, no Canadá, é uma das joias raras desta cidade bilíngue. Seja em francês ou em inglês, o que o visitante verá lá dentro é de tirar o fôlego tamanha beleza. Colorido, surpreendente e artístico, este é um dos maiores jardins botânicos do mundo.

montreal2Com sua coleção de 22 mil espécies de plantas e cultivares, 10 estufas de exposição e mais de 20 jardins temáticos espalhados por 750 mil metros quadrados, ele é considerado um museu vivo de plantas dos quatro cantos do mundo. As chamadas esculturas verdes vivas (fotos acima e abaixo), como não poderia deixar de ser, são de tirar o fôlego.

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Dubai Miracle Garden, Emirados Árabes 

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O que a natureza não oferece, o homem constrói em Dubai

São 72 mil metros quadrados para se perder e depois se encontrar no inusitado e coloridíssimo Dubai Miracle Garden. Localizado em Al Barsha South, o parque, garante o governo de Dubai, é a casa do maior jardim de flores do globo, com mais de 45 milhões de espécies divididas em diferentes esculturas e designs.

Ao caminhar pelo espaço, o visitante se deparará com pirâmides, estrelas e corações. Não deixe de verificar a parede de flores e de fazer o passeio debaixo de um teto repleto de guarda-chuvas coloridos. Um verdadeiro mosaico das mais variadas espécies de flores.

The Butchart Gardens, Canadá

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Encrustado em Brentwood Bay, na Colúmbia Britânica, Canadá, The Butchart Gardens é um grupo de jardins – do estilo japonês ao italiano – que somam 900 espécies de plantas e flores que florescem entre março e outubro. Não por acaso, ele é um local histórico nacional do Canadá que atrai 1 milhão de visitantes por ano.

Das muitas atrações do parque, destaque para o Carrossel de Rosas, com animais feitos como ursos, cavalos e zebras esculpidos a partir de botões de rosas e outras flores. Essa é, inevitavelmente, uma das atrações preferidas das crianças, mas encanta todos os adultos.

Uma das experiências mais bacanas do Butchart, no entanto, é a iluminação noturna que transforma o florido parque em um local deslumbrante de 15 de junho a 15 de setembro, com direito a um Entertainment Show ao final. A foto acima, clicada no entardecer e já com as luzes acesas dá um sinal do que virá ao escurecer.

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Além do festival de flores, o Butchart Gardens reserva outras surpresas naturais como a Brentwood Bay. Para visitar a baía, o parque oferece barcos de tempos em tempos em um trajeto curto, mas cheio de descobertas.

Jardin de Monet à Giverny, França

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Ele não é o maior nem o mais antigo jardim do mundo, tampouco o mais deslumbrante No entanto, o Jardin de Monet à Giverny, na França, é de uma beleza poética e de uma história ímpar. Há momentos em que fica difícil saber o que é pintura e o que é a realidade. Neste ano, ele fica aberto de 24 de março a 1 de novembro, custa 10,20 euros e oferece ingresso ao universo do pintor impressionista.

Os 500 mil visitantes que chegam ao local anualmente encontram duas partes no Jardim de Monet. Um primeiro jardim batizado de Clos Normand, na frente de sua antiga residência, e um jardim aquático japonês, do outro lado da estrada.

As duas partes curiosamente se contrastam e se complementam. A partir de Clos Normand, com cerca de um hectare, Monet fez um jardim cheio de perspectivas, simetrias e cores. A terra é dividida em canteiros de flor, árvores frutíferas ou ornamentais e bancos coloridos.

O pintor francês misturou as flores mais simples (margaridas e papoulas) com as variedades mais raras. Como Monet não gostava de jardins organizados nem restritos, ele combinou flores de acordo com suas cores e deixou-os crescer livremente.

Com o passar dos anos, desenvolveu uma paixão pela botânica, trocando plantas com seus amigos Clemenceau e Caillebotte. Sempre à procura de variedades raras, ele comprou plantas jovens a grandes custos. “Todo o meu dinheiro vai para o meu jardim”, disse ele, em êxtase.

O grand finale, claro, é a ponte japonesa, exatamente igual à do quadro. Um presente para os olhos e a alma.

Jardim Botânico de Pádua, Itália

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Oro Botanico di Padova,o mais antigo do mundo, segundo a Unesco

O Jardim Botânico de Pádua, na Itália, é o mais antigo sobrevivente desse tipo de propriedade cultural do mundo. Segundo a Unesco, o Orto Botanico Univesità di Padova data de 1545, tem mais de 6.000 espécies, uma biblioteca com mais de 50 mil volumes e manuscritos de extrema importância histórica e bibliográfica ao herbário. Para visitar, vale a pena confirmar o horário de funcionamento no site, pois a cada estação ele muda.

Shalimar Gardens, Lahore, Paquistão

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Shalimar Gardens, no sânscrito significa “morada do amor”

Shalimar Gardens é um jardim real fincado no coração da cidade de Lahore, no Paquistão, é fruto de quatro séculos de manutenção cuidadosa. O tradicional layout desse oásis foi preservado assim como o mármore polido e as árvores centenárias. Esse é o lugar ideal para fazer um piquenique romântico enquanto se aprecia fontes e lagos. No sânscrito, shalimar significa “morada do amor”.

Ashikaga Flower Park, Japão

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Ashikaga Flower Park é um parque de cerca de 90 mil metros quadrados que destaca especialmente as belezas da chamada wisteria – conhecida ainda como fuji ou glicínia, que é uma trepadeira de florescimento muito decorativo.

Esse impressionante parque é a atração mais famosa da cidade de Ashikaga, pertencente à Prefeitura de Tochigi, a cerca de duas horas da capital Tóquio. O período de maior visitação ocorre na primavera, quando o parque reúne mais de 350 glicínias. Algumas chegam a formar deslumbrantes túneis de até 80 metros de comprimento. O visitante pode percorrer esse cenário mágico cujas cores migram do rosa e roxo para o azul e branco.

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As gliícinas do parque de Ashikaga, encantadoras especialmente na primavera

A wisteria é nativa da China, Japão e do leste dos Estados Unidos e desempenha um grande papel na cultura japonesa. A flor das glicínias é um tema frequente e muito respeitado pela cultura e pintura japonesa.

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